sexta-feira, março 24, 2006

 

Bioética


Bioética ou ética da vida. A bioética pode ser definida como um estudo interdisciplinar que procura estabelecer as normas que devem reger a acção no campo da intervenção técnico-científica do homem sobre a sua própria vida.


1. Progressos. O século XX foi marcado por enormes progressos no domínio das ciências médicas, que permitiram curar muita doenças consideradas incuráveis e sobretudo prolongar a vida humana. Entre os avanços científicos que o permitiram destacam-se os seguintes:

- A introdução das sulfamidas e dos antibióticos que permitiram controlar as infecções.
- A substituição dos orgãos em falência (diálise, ventilação mecânica, transplantes de orgãos, etc).


- A identificação do código genético e das leis que presidem à formação da vida (inseminação artificial, engenharia genética, etc).

- O desenvolvimento das técnicas de diagnóstico (radiografias, ecografias, diagnóstico pré-natal, etc)

Estes extraordinários progressos alteraram por completo a pratica da medicina, que passou a contar com muitos mais agentes, assim como a própria relação do homem com a própria ciência.

2. Problemas Éticos. A evolução das ciências médicas até ao século XX processou-se de um modo que não suscitou grandes problemas éticos, estando os princípios fundamentais consagrados no célebre "Juramento de Hipocrates". As experiências médicas que eram realizadas, por serem muito limitadas e não suscitavam grandes problemas.
Os progressos que se registaram a partir do século XX só foram possíveis porque as ciências médicas passaram a ter uma enorme complexidade e a envolverem grandes interesses económicos, onde participam uma enorme rede de agentes (médicos, farmacêuticos, biólogos, químicos, engenheiros, etc) e instituições (empresas, fundações, universidades, etc). Os interesses passaram a ser múltiplos, e nem sempre prevalecem os do saber.
Na primeira metade deste século ocorreram muitas experiências científicas que colocaram em causa os princípios mais elementares da dignidade da pessoa humana. Os casos mais conhecidos, mas não os únicos, deram-se na Alemanha durante o domínio nazi (1933-1945) onde milhares de seres humanos foram mortos em experiências médicas.
Na segunda metade do século XX, continuaram a produzirem-se avanços espectaculares na biologia, biotecnologia e medicina. Ora muitos destes progressos continuam a usar seres humanos como cobais, muitas vezes sem o seu conhecimento. A utilização de animais passou igualmente a ser questionada, sobretudo quando a estes são infligidos sofrimentos desmesurados.


Cresceram também de forma espectacular as industrias ligadas às áreas da saúde, nomeadamente as empresas farmacêuticas que se tornaram verdadeiros potentados multinacionais.
Fruto destes progressos científicos e do dinheiro delas obtido, muitas experiências passaram a ser feitas com um único objectivo: a projecção mediática (fama) e o lucro dos laboratórios, médicos ou cientistas que as realizam. As "doenças" passaram a ser um dos negócios mais lucrativos do mundo, facto que só por si alterou radicalmente as relações entre o médico e o doente. Este último sente-se frequentemente explorado por redes de interesses que apenas consegue vislumbrar os seus contornos.
O problema dos limites da ciência e das experiências médicas, assim como os interesses nelas envolvidas, passou a estar na ordem do dia.
Em muitas áreas tornou-se cada vez mais difícil compatibilizar o progresso científico com o respeito pela vida humana e os valores culturais assumidos como estruturantes das nossas sociedades..
Os diversidade de temas abordados na bioética, espelham melhor que nada a complexidade que adquiriram actualmente estes problemas.

 

Cura para a gripe das aves


Cientistas húngaros criaram um protótipo de vacina contra a gripe das aves, com resultados positivos nos ensaios clínicos realizados em humanos, anunciou recentemente o ministro da Saúde húngaro.
Desde o fim de Setembro que os cintistas hungaros estão a levar a cabo ensaios clínicos do protótipo de vacina em 150 homens e mulheres que se ofereceram voluntariamente para o efeito.
Os serviços veterinários húngaros desenvolveram o protótipo de vacina a partir do foco do vírus que surgiu em Hong-Kong em 1997.
Na Rússia, o centro Vektor de virologia e biotecnologia está prestes a criar uma vacina contra a gripe das aves, afirmou o vice-director da instituição, Serguei Netiossov.
No que diz respeito à vacina contra o vírus da gripe das aves em humanos, o Instituto da Gripe de São Petersburgo está quase a resolver o problema.
Entretanto, o laboratório indiano Cipla confirmou tambem que vai produzir uma versão genérica do Tamiflu, medicamento utilizado no tratamento da gripe das aves, de acordo com um dos seus directores.
"Prevemos fabricar 750 quilos deste medicamento por mês, para comercialização a nível mundial", afirmou Amar Lulla, em declarações à AFP, acrescentando que a Cipla não tem "qualquer acordo com a Roche" (detentora da patente do Tamiflu), mas que está disposta a chegar a um compromisso.
Perante o elevado número de encomendas, devido à possibilidade do surgimento de uma pandemia, a Roche anunciou na terça-feira estar disposta a conceder licenças de fabrico do medicamento a outras empresas.
Com sede em Bombaim, a Cipla está presente em mais de 150 países e é uma das principais fabricantes mundiais de medicamentos genéricos, que assumem especial importância para os países em desenvolvimento.

Fonte: jornal de noticias

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

 

Estudo Indica Possível Coexistência de Culturas OGM e Não-OGM


Uma cultura geneticamente modificada (OGM) poderá existir perto de campos tradicionais sem ultrapassar o limiar de contaminação de 0,9 por cento e sem grande alteração nas práticas agrícolas, indica um estudo publicado recentemente em Bruxelas.

Publicado em: 27-02-2006 07:53 Fonte: Lusa
O estudo foi imediatamente denunciado pela organização ecologista Greenpeace.

Uma lei europeia de Abril de 2004 exige etiquetagem específica de OGM apenas quando a sua presença num produto for igual ou superior a 0,9 por cento.

Segundo o estudo, que deverá servir de base científica à política europeia em matéria de coexistência de sementes transgénicas e tradicionais, é possível fazer colheitas que respeitem o limiar de 0,9 por cento sem mudar substancialmente os métodos actuais, desde que a presença fortuita de OGM nas sementes não ultrapasse 0,5 por cento.

O estudo, coordenado pelo Centro Comum de Investigação da União Europeia (CRC), foi realizado em França com milho e beterraba açucareira, e na Andaluzia (Espanha) com algodão.

A investigação concluiu que só a cultura de milho precisa de precauções particulares, como a introdução de distâncias de separação entre os dois tipos de culturas ou a escolha de variedades OGM e não- OGM com períodos de floração diferentes.

O milho, de que a França é o maior produtor mundial, é actualmente a única espécie com exploração comercial de OGM na UE, essencialmente em Espanha, onde foram cultivados 58.000 hectares em 2004.

Mas para Eric Gall, conselheiro da Greenpeace, a conclusão do estudo é "contrária à legislação e enviesada a favor dos industriais e da indústria transgénica".

Na sua perspectiva, ao usar o limiar de contaminação de 0,9 por cento, o estudo "serve-se de forma enviesada da legislação europeia".

A abordagem do estudo "consiste em dizer que se pode contaminar os campos até 0,9 por cento. Mas tomar este limiar de eliminação da etiquetagem como uma autorização para contaminar até 0,9 por cento, não é de todo aceitável", considera Gall.

Este estudo "não constitui uma boa base para discutir medidas políticas de protecção contra uma contaminação por OGM", acrescentou.

A divulgação do estudo ocorreu nas vésperas da publicação pela Comissão Europeia de um relatório sobre as medidas tomadas no conjunto da UE para garantir uma coexistência eficaz entre culturas tradicionais e culturas transgénicas.

Fonte:http://www.confagri.pt

domingo, fevereiro 26, 2006

 

Uma combinação certeira


A luta contra a mosca dos frutos Ceratitis capitata entrou numa nova fase. Esta mosca que coloca os seus ovos no interior dos frutos maduros é um dos parasitas mais temidos pelos produtores de frutos tropicais e subtropicais. A combinação de duas técnicas conhecidas foi levada a cabo nos Estados Unidos e no México e começou a ser aplicada no Brasil. O programa consiste, por um lado, em criar machos estéreis libertando-os em massa — uma prática já utilizada um pouco por todo o mundo —, e por outro lado em soltar vespas parasitas (Diachasmimorpha longicaudata) que se alimentam das larvas de mosca. A novidade consiste em libertar os machos estéreis e as vespas ao mesmo tempo e em grande número.O macho estéril provoca uma redução do número de ovos férteis da mosca. A vespa detecta nos frutos as larvas das moscas que nasceram, pelas vibrações que provocam quando se alimentam e deposita nelas os seus próprios ovos que se desenvolvem consumindo o hospedeiro; assim, se processa a sua reprodução e a próxima geração continua a luta contra a mosca dos frutos.

Fonte: http://spore.cta.int/spore103/esporo53_brief.html


quarta-feira, fevereiro 22, 2006

 

Objectivo dos OGM


Sem se preocupar com riscos e aceitação, mas apenas reportando ao que de concreto existe e tem oficialmente sido comunicado às agências de controlo nos vários países, pode-se dizer, que os OGMs produzidos até o momento não atendem, efetivamente, a necessidade de aumentar a produção de alimentos. Embora, essa seja uma necessidade indiscutível.

A grande maioria dos transgénicos disponíveis procuram elevar o lucro do produtores rurais pela redução dos custos em pesticidas e fertilizantes ou criar usos comerciais novos para as culturas tradicionais.

Mas porque não procurar uma produção superior? Actualmente, não há nenhuma razão comercial ou política que a impeça, somente uma razão técnica. A obtenção de plantas mais produtivas é muito complexa, pois é governada pela expressão de vários milhares de genes e não há tecnologia, ainda, para atender a essa necessidade.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

 

Pecuária Biológica – uma alternativa viável


A agricultura biológica é um dos sectores agro-alimentares em maior crescimento em Portugal e na Europa. A combinação de preocupações ambientais, de bem-estar animal e segurança alimentar, fazem da pecuária biológica uma actividade muito particular.

A pecuária biológica é uma forma de produção “alternativa” que permite a obtenção de produtos de qualidade num sistema de produção em que é privilegiado o bem-estar animal e o equilíbrio com o meio ambiente.


Os princípios da produção animal biológica baseiam-se em dar aos animais condições que promovam a saúde e que vão de encontro às suas necessidades físicas, fisiológicas e comportamentais, tendo em conta o seu bem-estar.


Os consumidores têm a percepção de que em pecuária biológica o bem-estar animal é um fractor muito importante, o que muito valorizam, podendo esta característica fazer a diferença no momento da opção de compra por este tipo de produtos.


Para além dos aspectos relacionados com a segurança e qualidade alimentar, são as baixas densidades e encabeçamentos, as instalações e os sistemas correctos de maneio as principais preocupações dos consumidores quanto à produção animal. Estas preocupações relativas ao bem-estar animal estão cada vez mais concretizadas em legislação específica europeia, para além de estarem na base de diversos referenciais de diferenciação de carnes e de serem um ponto fundamental da nova Política Agrícola Comum (PAC).

A agricultura biológica é actualmente o sector em maior desenvolvimento na área alimentar, o que perspectiva um bom mercado. Os produtos de origem animal são os que experimentam maior crescimento. Começam agora a surgir no mercado os primeiros produtos biológicos portugueses de origem animal, existindo já, e em funcionamento, algumas estruturas de distribuição e comercialização que procuram junto da produção primária produtos que possam assegurar, de forma regular, as necessidades manifestadas pelos consumidores.


A nova PAC, também orientada para os consumidores, está em sintonia com os princípios da pecuária biológica. Para além de poderem ter a liberdade de adaptar as produções às necessidades do mercado, os agricultores ficarão sujeitos ao conceito de “condicionalidade”, o que implica o respeito de determinadas condições relativas à segurança alimentar, sanidade animal, fitossanidade, ambiente e bem-estar animal.


Existem em Portugal condições muito favoráveis para a conversão para pecuária biológica, como as características naturais, os sistemas tradicionais, extensivos, baseados na utilização de pastagens e forragens, a disponibilidade de área e a existência de valiosos conhecimentos tradicionais e de sistemas de produção em que os animais estão bem adaptados.

A existência destas condições no nosso país abre um enorme potencial para o futuro da pecuária biológica em Portugal. Esta vantagem é bem nítida quando comparamos os sistemas de produção de carne extensivos predominantes com a produção mais intensiva de carne realizada na maior parte dos países da Europa. No Norte e Centro da Europa, por imposições naturais de clima, disponibilidade de área e mesmo de cultura de produção, os sistemas de produção de carne não são, de um modo geral, tão bons como as condições presentes em Portugal e noutros países do Sul da Europa.


A colocação no mercado de carne, ou outros produtos de agricultura biológica, com indicações diferenciadoras na rotulagem é possível por toda a cadeia de produção ser submetida a controlo e certificação. O controlo e certificação é feito por organismos de certificação de produtos que devem estar acreditados à norma respectiva (NP EN 45011), no âmbito do Sistema Nacional da Qualidade.


Um produtor que opte pela conversão da sua unidade para pecuária biológica terá que começar por, para além de conhecer e estudar o Regulamento respectivo, avaliar a adequação das condições de que dispõe e por fazer um planeamento em função do que pretende atingir. Simultaneamente, e para que possa vir a atingir um dos mais prováveis objectivos – a comercialização de produtos biológicos – terá que submeter a sua unidade ao regime de controlo previsto no Regulamento, para o que poderá contactar, por exemplo, a SATIVA, um organismo de certificação de produtos acreditado para o Modo de Produção Biológico – produção animal.

A certificação permite a comercialização dos produtos com indicações específicas na rotulagem quanto ao Modo de Produção Biológico. É uma forma de comunicação ao consumidor mais objectiva, que transmite o respeito por um conjunto de regras e ajuda a transmitir um determinado valor ecológico destes produtos.


Dada a crescente procura e valorização do mercado por produtos deste tipo e também pelo apoio expresso que a nova PAC veio proporcionar a este tipo de produções, há que encarar a pecuária biológica como uma alternativa com um futuro prometedor.


A colocação no mercado de “carne de agricultura biológica” satisfaz as necessidades de cada vez mais consumidores e, ao mesmo tempo, contribui para a preservação de importantes e limitados recursos.

Fonte: http://www.naturlink.pt/canais/artigo.asp?iCanal=35&iSubCanal=68&iArtigo=13244&iLingua=1

 

Generalidades sobre OGM


Afinal o que é um OGM?

Um organismo geneticamente modificado, especificamente o TRANSGÊNICO, é um organismo que carrega um gene exógeno incorporado de forma estável em seu genoma, tanto nas células somáticas quanto germinativas, o qual se expressa em um ou mais tecidos, e é transmitido para as gerações futuras, geralmente obedecendo as leis de Mendel. Esta é uma regra geral e como todas têm muitas excepções.

Por que produzir OGM’s?

O melhoramento genético de plantas, teve seus horizontes ampliados mediante a biotecnologia, pois em muitas das cultivares já se estavam esgotando as variabilidades genicas de interesse comercial. A ideia, a princípio, é de buscar produtos com superior qualidade capazes de colaborar na solução da deficiência nutricional dos mais de 1,5x109 pessoas no mundo que sofrem de subnutrição, reduzir a agressão ao meio ambiente (mediante a redução de insumos agrícolas tóxicos) .

 

Produtos transgénicos, comprar ou nao??


O avanço tecnológico, aliado ao aumento da necessidade de incremento na produção com redução de custo e ao crescimento demográfico mundial, possibilitou a elaboração de técnicas biotecnológicas para a criação de Organismos Geneticamente Modificados (OGM’s) ou transgénicos.
A possibilidade de produção de alimentos com maior resistência ao ataque de pragas e acção de herbicidas, maior tempo de prateleira, maior valor nutricional e até melhor aspecto, tem viabilizado a intensificação de pesquisas em biotecnologia para a criação de OGM’s.
A engenharia genética vem então possibilitar tudo isto, através da tecnologia do DNA recombinante, que permite obter novos genomas a partir de genes com proveniencias diferentes.
De entre os produtos produzidos destacam-se :

• milho transgénicos resistente a insectos;
• milho transgénicos resistente a herbicida;
• cana-de-açúcar transgênica resistente a herbicida;
• fumo transgénicos resistente a vírus;
• algodão transgênico resistente a insectos;
• soja transgênica resistente a herbicida;
• soja transgênica resistente a insetos.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

 

O que são doencas geneticas? Como aparecem?



Cada célula do nosso corpo possui um conjunto de genes que são responsáveis pela expressão das nossas características. Estes genes encontram-se empacotados em 46 pequenas estruturas chamadas cromossomas. Os cromossomas são de dimensões tão reduzidas que apenas são visíveis ao microscópio. Contudo, e apesar de cada célula possuir todos os nossos genes, os diferentes tipos de células apenas exprimem os genes que são necessários para desempenhar a sua função específica. Por exemplo, as células da tiróide exprimem os genes que vão ser responsáveis pela produção da hormona tiroideia, enquanto as células das glândulas salivares vão exprimir os genes responsáveis pela produção da saliva. Existem doenças genéticas que resultam da alteração da expressão de um gene - são as chamadas doenças génicas. Estas alterações ou mutações são muito frequentes: no total, cada indivíduo terá 3 a 4 genes alterados, nos 250 a 25100.000 genes que existem no seu genoma. Algumas destas doenças podem já ser estudadas a nível molecular e o seu estudo molecular supõe-se para completar o diagnóstico clínico. É o caso da doença conhecida por fibrose cística pulmonar. Um casalm, que sabe serem ambos portadores desta doença, pode fazer exames para saber se o seu bebé vai ou não ter essa doença. Infelizmente, não há testes que permitam o diagnóstico de todas as doenças génicas. Todo o nosso corpo é formado por milhões de células. E por mais surpreendente que possa parecer, todas elas tiveram origem a partir de uma única célula - o OVO. Aquando da ovulação, a mulher produz 1 óvulo que contém 23 cromossomas. Quando este óvulo é fecundado por um espermatozóide, também com 23 cromossomas, origina-se então o OVO com 46 cromossomas (23 cromossomas dados pela mãe e 23 cromossomas dados pelo pai). Às vezes, o processo que origina a produção de um óvulo ou de um espermatozóide corre mal e, em vez de se obterem os habituais 23 cromossomas, o óvulo ou o espermatozóide fica com 24 cromossomas, ou seja, um cromossoma mais do que o normal. Quando se dá a fecundação, o ovo resultante passa então a ter 47 cromossomas. É o que acontece por exemplo no conhecido síndrome da trissomia 21 ou síndrome de Down. Alterações numéricas como esta podem ser detectadas através do estudo genético dos cromossomas. Para além das anomalias no número dos cromossomas, também pode haver alterações na sua forma. Quando se efectua o emparelhamento dos cromossomas no ovo, pode acontecer que um deles se quebre e o pedacinho perdido, em vez de se ligar novamente ao local onde ocorreu a quebra, se ligue a um local diferente no mesmo, ou até noutro cromossoma. Os indivíduos que apresentam este tipo de alteração estrutural são frequentemente normais, embora possam vir a ter problemas na vida adulta, em especial na sua reprodução (podem ter, por exemplo, mais abortamentos que o resto da população)

fonte-www.google.pt

 

Paramiloidose

Paramiloidose é uma doença crónica, progressiva, hereditária, caracterizada pela falta de sensibilidade e paralisia dos membros inferiores e superiores; alteração do funcionamento dos vários aparelhos; perda de peso; e enfraquecimento físico geral.
A paramiloidose, de tipo português, manifesta-se com atrofia e deformação dos pés, entre outros sintomas.
Esta doença foi descoberta, pelo Dr. Corina de Andrade, em 1939, quando observou o seu primeiro doente, com paramiloidose, na Póvoa de Varzim. Este médico começou a estudar a doença com profundidade, em 1951-1952, e publicou os primeiros artigos sobre paramiloidose. Ao longo de quase 30 anos, foram estudados diversos aspectos desta doença, nas várias especialidades, tais como: Neurologia, Cardiologia, Genética, Nefrologia, Neuropatia e, principalmente, no campo da Bioquímica.
Desde o nascimento, o sangue dos indivíduos doentes apresenta a proteína anormal, que se forma a partir da troca de um aminoácido por outro. Assim, pode-se saber quem são os transmissores da doença e os possíveis futuros doentes.
Após a descrição original do Dr. Corina, no qual se referem 12 famílias afectadas, o número de pacientes tem vindo a crescer, até á relativa estabilização nos últimos anos.
Calcula-se que 50 novos doentes surgem cada ano.
A doença, com origem na região da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, ter-se-ia espalhado, primeiro, pela costa, com as deslocações dos pescadores. Mais tarde, devido á revolução industrial, para as grandes cidades e para o interior e, por fim, com a emigração, foi levada para o estrangeiro, para outros continentes.

Fonte-www.google.pt

 

Trissomia 21


Síndrome de Down
O síndrome de Down também designado trissomia 21 ou mongolismo, foi descrito em 1866, pelo médico inglês Down.
Esta doença afecta cerca de 0,2 % dos recém-nascidos, ou seja, uma para cada quinhentas crianças nascidas.
As pessoas portadoras dessa síndrome, chamadas de mongolóides, apresentam deficiência mental e uma série de outras anomalias, tais como: alterações no desenvolvimento dos ossos da cabeça e da face e malformações internas nos intestinos e no coração. São crianças de pequena estatura, cabeça redonda e face larga.
Uma característica típica de um mongolóide é a presença de um prego na pele no canto interno dos olhos, o que os torna oblíquos e assemelhados aos olhos amendoados dos povos de origem mongólica, daí o nome da síndrome.
O mongolismo é causado pela presença de um cromossoma 21 a mais nas células dos afectados. Ao invés de dois cromossomas 21, a pessoa afectada tem três. É o que se chama de Trissomia do cromossoma 21.
A anomalia tem origem num defeito em um dos gâmetas que formaram o indivíduo. A formação desses gâmetas ocorre em consequência de erros durante a meiose.
A meiose é um processo de divisão nuclear, através do qual, um núcleo diplóide (46 cromossomas) origina quatro núcleos haplóides (23 cromossomas). Este processo é constituído por vários estádios – profase I, metafase I, anafase I, telofase I, profase II, metafase II, anafase II e telofase II.
A trissomia 21 pode ser originada pela não disjunção dos cromossomas homólogos, durante a anafase I, ou pela não separação de cromatídios, durante a anafase II, da meiose, O acompanhamento adequado contribui para um melhor desenvolvimento físico e intelectual e uma maior longevidade dos doentes.

Fonte-www.google.pt

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